Obesidade infantil e o amor: essa incrível ferramenta ajuda a diminuir o problema

Entenda como amor de mãe pode reduzir riscos de obesidade infantil
Dicas Maternidade

Entenda como essa incrível ferramenta pode ajudar a diminuir problemas de obesidade do seu filho

A ocitocina, hormônio também responsável pela empatia e prazer, está relacionada a diversas atividades essenciais para o ser humano e agora está mais do que confirmado: amor de mãe pode reduzir riscos de obesidade.

A glândula pituitária é quem produz a ocitocina e, quando está presente no sangue, desencadeia uma série de reações nas pessoas.

O que é a obesidade?

A obesidade é uma doença crônica, caracterizada pelo excessivo acúmulo de gordura corporal. Normalmente está associada a problemas de saúde, comprometendo ainda mais o estado da pessoa.

No Brasil

De acordo com o Ministério da Saúde, 10% das meninas e 13% dos meninos entre 5 e 19 anos, sofrem com sobrepeso ou obesidade no país.

O fator genético é importante, mas existem os epigenéticos (quando o ambiente influencia no gene) que aumentam a chance da doença, ou seja, é multifatorial e também está relacionada à alimentação e outros fatores externos.

Comprovado!

Em um estudo realizado na Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, os pesquisadores observaram mães brincando com seus bebês durante os sete primeiros meses de vida. Analisaram os comportamentos e tons que elas costumavam falar (se eram grosseiros ou doces), além de suas posturas e toques físicos.

Enquanto isso, eles rastrearam o IMC dos bebês, e a descoberta foi inovadora: mães afetuosas são menos propensas a ter filhos obesos. A criança que recebe mais estímulo amoroso se desenvolverá melhor com as interações no mundo e será mais confiante em relações sociais, ao contrário de criações hostis.

Como a ocitocina ajuda?

Quando olhamos para um alimento altamente calórico, o cérebro ativa regiões relacionadas ao sistema de recompensa. Ou seja, ele entende que a ingestão desse alimento vai proporcionar sensações de prazer e satisfação.

No caso de indivíduos obesos, essa atividade cerebral é maior do que a esperada mesmo quando eles já estão satisfeitos. Por causa disso, acontece uma ingestão excessiva de calorias.

É aí que entra a ocitocina: o ‘hormônio do amor’ reduz a ativação de parte do sistema de recompensa, diminuindo a expectativa de prazer que acompanha a alimentação. Essa atuação ajuda a controlar o comportamento alimentar.

Não é só contra a obesidade…

A ocitocina tem um trabalho fundamental durante a amamentação. Quando a criança suga o peito, o estímulo gerado chega até o hipotálamo e libera a ocitocina em forma de pulsão que, por sua vez, estimula a produção de prolactina.

Enquanto a prolactina estimula a produção de leite, a ocitocina estimula as células em volta dos alvéolos. O tecido mamário contrai e o leite está pronto para sair pelas glândulas mamárias.

Algumas mamães liberam o hormônio ao escutar o bebê chorar, ao pegá-lo no colo, ao pensar nele… Por isso o leite desce, normalmente, em ocasiões como esta!

A ocitocina também provoca as contrações uterinas (espasmos) e são muito importantes para a recuperação pós-parto, pois ajudam o útero a contrair e regressar ao tamanho normal.

Ao parir, há grande liberação de ocitocina e esse hormônio funciona como base para o desenvolvimento do vínculo mãe-filho.

…em casos de TEA, também!

Em estudo realizado pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, foi descoberta a relação entre os níveis de ocitocina e a interação social de crianças com o espectro autista.

A pesquisa mostrou que o uso da ocitocina melhora as habilidades sociais, e beneficia mais aqueles com níveis baixos dessa substância.

Foram 32 crianças avaliadas, dos 6 aos 12 anos, diagnosticadas com TEA e divididas em dois grupos: em um, foram ministradas 2 doses diárias da substância por meio intranasal durante 4 semanas; em outro, as crianças receberam um placebo.

Para o resultado, eles avaliaram as interações sociais das crianças. Embora os resultados sejam inconclusivos até agora, quando levados em conta os níveis prévios de oxitocina no organismo, as crianças com baixo nível mostraram melhoras no reconhecimento de emoções.

Estudos com a ocitocina não são novidade: desde 1998 são feitos testes com êxito!

Sintética só com orientação médica!

A ocitocina sintética é adotada por alguns médicos e gestantes para estimular as contrações e entrar em trabalho de parto mais rápido. Não deve ser usada em parto regular, mas caso seja necessário, o ideal é utilizá-la com cuidado, colocada aos poucos para não levar à contrações muito intensas e dolorosas.

Em forma de spray nasal, a substância tem como objetivo auxiliar na amamentação. Por ser um medicamento, é necessário que a mamãe esteja ciente e entenda tudo que o aleitamento implica e significa, além do acompanhamento médico necessário.

Mova-se, uma ótima iniciativa

Mova-se é o nome do programa do Centro de Qualidade de Vida (CQV), criado para conscientizar crianças e adolescentes em movimento contra a obesidade. Com duração de 4 meses e encontros periódicos, envolve uma equipe multidisciplinar para orientar pais e filhos em busca de uma vida saudável.

Na primeira edição, 63% dos 35 participantes mudaram a alimentação e 68% iniciaram atividades físicas. A perda de peso é uma consequência natural do “mova-se” e é uma ótima opção de ajuda para as mamães que buscam aprender e entender a importância de uma vida saudável desde cedo.

Como fazer meu filho comer bem?

  • Faça uma programação semanal e separe um dia para cozinhar;
  • Separe pelo menos 1 opção de fruta na lancheira (quanto menos coisa industrializada, melhor);
  • Na introdução alimentar, por volta dos 6 meses, ofereça a comida de um jeito que estimule as cores, textura e atenção do bebê;
  • Sirva as refeições com a família inteira! É saudável para a criança que ela tenha os exemplos de familiares e a companhia durante as refeições;
  • Coma saudável! A criança não vai comer bem, se os exemplos (pais) comerem mal.

Melhore a sua alimentação, Mommy

A alimentação equilibrada desde antes da gravidez é uma forma de diminuir os riscos de sobrepeso do bebê futuramente. É necessário ter equilíbrio e ser saudável nas refeições, além de acompanhamento médico para reduzir as chances de desenvolvimento da doença no filho.

A criança começa a construir o paladar na barriga da mãe, e uma alimentação ruim afeta seu DNA. Quando ela engole o líquido amniótico, já percebe o sabor, que será influenciado pela alimentação da mãe – ainda mais se for rica em açúcar, sal e gordura.

O assunto é tratado como epidemia e, para combatê-la, a palavra de ordem é disciplina!

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