Coronavírus: quais os cuidados com os bebês, as crianças e as gestantes?

Coronavírus: quais os cuidados com os bebês, as crianças e as gestantes?
Bebês Dicas

Ainda não foram registrados casos confirmados de contaminação do leite materno ou transmissão da mãe para o bebê durante a gestação

Até esta quarta-feira (18), as Secretarias estaduais de saúde contabilizam 529 infectados em 20 estados e no DF. Último balanço oficial do Ministério da Saúde aponta 428. São Paulo registra um total de quatro mortes.

Os números de casos e de mortes por Covid-19 fora do território chinês já ultrapassaram os registrados na própria China, afirmou o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, na segunda-feira (16).

Segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, foram registradas, em todo o mundo, 7.955 mortes pela doença. Dessas, mais de 3.200 ocorreram na China. A recomendação do Ministério da Saúde é o isolamento, principalmente para os grupos de risco – que abrangem idosos, diabéticos, asmáticos e hipertensos.

E os bebês como ficam?

A surpresa, para muitos, é a falta de gestantes e crianças nesses levantamentos. No caso de outras gripes, como a causada pelo vírus influenza, eles fazem parte da lista de pessoas cuja atenção deve ser redobrada.

Cuidados com o recém-nascido

O risco para bebês nascidos de mães infectadas com o coronavírus também divide opiniões. Para alguns especialistas, eles devem ser isolados assim que nascem, a fim de evitar transmissão. A mesma recomendação é citada na literatura chinesa, que sugere o isolamento por 14 dias.

Já para instituições britânicas, como não há evidências suficientes sobre os benefícios da separação de rotina, e ela pode prejudicar o vínculo entre mãe e bebê e a amamentação, cada caso deve ser analisado em suas particularidades.

Especialistas da área de infectologia de hospitais brasileiros destacam que há registro de apenas ‘dois’ casos no mundo, de bebês diagnosticados com coronavírus, um detectado 30 horas depois do parto, na China, e outro, nos minutos seguintes, em Londres. É muito provável que o contágio tenha ocorrido após o parto, via respiratória.

No caso de uma grávida cujo exame para coronavírus deu positivo, é possível que haja contaminação do bebê durante o parto normal, devido às secreções normais do processo, e durante a cesárea, por via respiratória.

Ainda não há evidência suficiente para fazer a escolha da via de parto baseado no que pode ter mais ou menos risco. O consenso, porém, é que todos os bebês de mulheres com suspeita ou confirmação de Convid-19 também precisam ser testados.

Para as gestantes há algum risco?

As pesquisas sobre o tema ainda são escassas, mas há algumas hipóteses que podem nos aproximar de respostas mais certeiras. Por enquanto, estudos mostram que não há riscos sérios para esses grupos.

Para começo de conversa, deve-se lembrar que mulheres grávidas passam por diversas mudanças hormonais durante o primeiro trimestre de gestação. Isso pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando-as suscetíveis a gripes e resfriados. Nesse período, os riscos de aborto espontâneo são maiores – ocorrem, aproximadamente, em 25% dos casos. Por isso é tão difícil relacionar a doença aos abortos no estágio inicial.

Um relatório da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, na China, acompanhou quatro grávidas que estavam próximas da hora do parto na cidade de Wuhan. As mães não apresentaram complicações. Os bebês não nasceram com sintomas da doença, como febre, tosse ou diarreia.

Três deles foram submetidos ao teste de Covid-19, todos deram negativo – o quarto não foi testado pois os pais não autorizaram. Alguns dos bebês apresentaram erupções cutâneas, outro teve taquipnéia (respiração acelerada), mas recebeu um aparelho para ajudar na ventilação e melhorou após três dias.

Todo cuidado é pouco!

Pat O’Brien, vice-presidente do Royal College of Obstetricians and Gynecologists, no Reino Unido, comentou em entrevista à New Scientist sobre outros estudos desenvolvidos acerca do tema. Ele explica que, em um relatório que envolveu 15 mulheres, não apareceram diferenças nos sintomas de grávidas e não grávidas. As gestantes tiveram boa recuperação sem precisarem recorrer a antivirais.

Para especialidades da entidade, mulheres grávidas correm maior risco de infecção e doenças graves devido a alterações fisiológicas e imunológicas em seus corpos. E embora os dados sobre o Covid-19 ainda sejam limitados, elas devem ser consideradas um grupo de risco.

O especialistas, no entanto, sugere o aumento da precaução durante a gravidez.

“O fato a que precisamos ficar atentos é o de que, apesar de não ter evidência suficiente sobre essa epidemia, a condição da gestante é sempre uma preocupação. A gravidez, seja pelas alterações metabólicas ou hormonais, ou pela restrição mecânica do aparelho respiratório, por conta do crescimento da barriga, coloca as mulheres em um grupo que adquire formas mais graves de doenças respiratórias quando é infectado. Não há certeza se isso ocorre com o coronavírus, mas é importante aumentar a precaução”, diz.

A amamentação muda alguma coisa?

Também dá para ficar tranquilo quanto à amamentação. Um estudo da revista The Lancet mostra que o vírus não é transmitido pelo leite materno. Mas a recomendação é usar máscaras e estar com as mãos higienizadas no momento da amamentação. Amostras de líquido amniótico (que envolve o feto) e sangue do cordão umbilical também deram negativo para os testes de SARS-CoV-2.

Já para entidades norte-americanas, devido ao contato próximo com a mãe, o aleitamento materno direto deve ser evitado. Neste caso, a recomendação é a ordenha do leite – seguindo todas as orientações de higiene e também com uso de máscara pela mãe – e a oferta por uma pessoa não infectada.

A OMS, por meio da Unicef, sugere que o aleitamento materno seja mantido, com todos os cuidados, claro, como o uso da máscara pela mãe e a higiene frequente das mãos. O benefício de você amamentar a criança é tão grande que vale a pena correr o risco considerado habitual, já que não há evidência concreta de casos em que houve contaminação.

E no caso das crianças?

As crianças são menos suscetíveis a apresentar sinais graves da doença. Também há menos registros de pequenos infectados. Na China, por exemplo, apenas 1% dos pacientes tinha até 10 anos. A taxa de mortalidade foi zero.

Não se sabe dizer ao certo por que esses casos são menos graves, mas pesquisadores acreditam que possa ter relação com o desenvolvimento do sistema imunológico das crianças. No momento em que células imunes tentam atacar o vírus no pulmão, elas podem acabar bloqueando a captação de oxigênio do órgão. Essa é uma resposta imune chamada ‘tempestade de citocinas’, que pode ser fatal.

Como a imunidade das crianças ainda está se desenvolvendo, pode ser que fiquem imunes contra essa resposta. Outra hipótese é que os pequenos, diferentemente dos adultos, nunca foram expostos a outros coronavírus causadores de tosse e resfriado.

Ou seja, não criaram anticorpos anteriores – que talvez, estejam até piorando os casos em adultos – por não serem compatíveis com o SARS-CoV-2. “Às vezes, anticorpos ​​podem ser mais prejudiciais do que benéficos” disse Wendy Barclay, do Imperial College London à New Scientist. As crianças também apresentam recuperação rápida – de, no máximo, duas semanas.

Mas é importante lembrar que grávidas, bebês e crianças podem transmitir o vírus a outras pessoas, independente da forma que são afetadas pela doença. Por isso, o mais importante para conter a pandemia continua sendo o isolamento, além da higienização constante de mãos e objetos.

Quais são os maiores riscos da Covid-19?

A observação da epidemia mostrou que pode haver uma síndrome respiratória grave, que pode causar internação em UTI e morte, principalmente em pessoas acima de 60 anos, e mais ainda nas acima de 80 anos, e em pacientes que tenham doenças crônicas, especialmente pulmonares. Diabete, problemas cardíacos e hipertensão também estão ligados a mais complicações.

As medidas restritivas de quarentena tomadas em vários lugares do mundo afetados pelo vírus têm o objetivo principal de proteger essas populações e evitar que os serviços de saúde fiquem sobrecarregados, já que pode não haver leitos de UTI suficientes, se muitas pessoas adoecerem ao mesmo tempo.

Fontes:
https://brasil.babycenter.com/a25028536/infec%C3%A7%C3%A3o-por-coronav%C3%ADrus-covid-19-cuidados-para-gr%C3%A1vidas-e-beb%C3%AAs
https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/03/18/casos-de-coronavirus-no-brasil-em-18-de-marco.ghtml
https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Saude/noticia/2020/03/coronavirus-como-ficam-gravidez-amamentacao-e-os-cuidados-com-o-recem-nascido.html
https://super.abril.com.br/saude/coronavirus-ha-riscos-para-gravidas-bebes-e-criancas/

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