É possível tomar medicamentos durante a amamentação?

O médico deve avaliar a real necessidade do uso. A duração do tratamento, a dose e a idade da criança também precisam ser levados em consideração

A decisão de usar medicamento enquanto a mãe amamenta deve ser tomada em conjunto com o pediatra e o obstetra. Eles deverão avaliar a real necessidade do uso e dosar os prós e contras. Se for para o proporcionar o bem-estar da mãe e não provocar efeitos na produção do leite e na saúde do bebê, é possível liberar. Fatores como a duração do tratamento, a dose e a idade da criança também precisam ser levados em consideração.

É uma dúvida muito comum entre as mulheres que amamentam a possibilidade de conciliar o uso de medicamentos com a amamentação. Sabemos que são poucos os fármacos contraindicados. O tecido das mamas funciona como uma barreira onde uma pequena parte das substâncias passa para o leite materno e algumas delas não são absorvidas pelo sistema digestivo do bebê.

Ainda assim, há medicamentos cuja absorção e efeitos não foram estudados e outros que são comprovadamente prejudiciais. Isso quer dizer que algumas substâncias passam para o leite materno, mas em pequenas quantidades; e mesmo quando são absorvidos no leite, poderão ou não ser incorporados no trato gastrointestinal do bebê.

Para Cíntia Matieli, as mamães devem procurar um diagnóstico com médicos especializados no assunto. “Os profissionais devem levar em consideração o benefício para o bem-estar da lactante, e os efeitos desses fármacos na produção do leite e na saúde do bebê”, recomenda.

Fatores como a duração do tratamento, a dose e a idade da criança também precisam ser considerados pelo médico que acompanha o histórico dessa mãe. Ou seja, cada caso é um caso. Contudo, segundo Cíntia, se a opção da mamãe é pela amamentação prolongada, ela deve ser respeitada. “Um bom profissional saberá adequar a medicação porque compreende o quanto a amamentação é importante para o desenvolvimento dos pequenos”, completa.

A maquiadora profissional, Adriana Cardillo, 42, mãe da pequena Laura de 2 anos, corrobora com a opinião da consultora materno-infantil. Em tratamento contra a depressão, teve que buscar diversos diagnósticos e tomar medicamentos que causaram efeitos colaterais.

“O primeiro psiquiatra indicou-me a interrupção da amamentação para tomar os remédios. Porém, relutei porque sempre fui consciente dos benefícios da amamentação, sendo prolongada ou não. Busquei ajuda com a pediatra da minha filha e recorri a outros profissionais. Hoje encontrei uma psiquiatra que compreende os meus anseios e está atenta as minhas necessidades e da Laura”, completa Cardillo.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), na maioria das vezes, é possível compatibilizar o tratamento com a manutenção da amamentação. Quem tem interesse em saber mais sobre o assunto e as indicações de medicamentos contraindicados durante essa fase, basta acessar a publicação Amamentação e Uso de Medicamentos e Outras Substâncias, elaborada pelo MS.

Para acessar a lista completa, acesse o link: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/amamentacao_uso_medicamentos_2ed.pdf.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *