Dia 25 de maio, dia de doar e receber amor

No dia 25 de maio é comemorado o dia da adoção, criado em 1996, no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção

Nessa sexta-feira de maio (25), Dia Nacional da Adoção, o Brasil tem muito para comemorar. Afinal, são 8,7 mil crianças e adolescentes e 43,6 mil pretendentes cadastrados no CNA (Cadastro Nacional de Adoção), coordenado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça desde 2008. Na última década, mais de 9 mil adoções foram realizadas. Só no período de janeiro a maio deste ano, 420 famílias foram formadas com o auxílio do CNA.

Com o cadastro, as varas de infância de todo o País passaram a se comunicar com facilidade, agilizando as adoções interestaduais. Até então, elas dependiam da busca manual realizada pelas varas de infância para conseguir uma família.

A escolha da data visa a promoção de debates sobre um dos princípios mais importantes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): o direito da convivência familiar e comunitária com dignidade. Quando as crianças são negligenciadas ou abandonadas por seus pais biológicos, a adoção é uma alternativa para não privar o jovem de usufruir de uma relação harmoniosa e saudável num contexto familiar e social.

Cadastro mais ágil e transparente para processos de adoção

Este ano, uma nova versão entra em funcionamento pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para as varas de Infância e Juventude de todo o Brasil. O novo cadastro, que permitirá a pretendentes à adoção uma busca mais rápida e ampla de crianças, é resultado de propostas aprovadas pela maioria dos servidores e magistrados que participaram de debates nas cinco regiões do País este ano, organizadas pela Corregedoria.

Outra novidade é a junção dos cadastros de adoção e o de crianças acolhidas, de forma a possibilitar a pesquisa sobre o histórico de acolhimento da criança, anexando informações como relatório psicológico e social, além de fotos, vídeos e cartas.

As incríveis histórias de adoção no Brasil

Muitas pessoas que não puderam ter filhos encontram aqueles que não possuem pais, que foram abandonados e recolhidos por orfanatos e outras instituições. Mas existem outros casos, como de pessoas que querem ajudar, cumprir seu papel social diante de uma sociedade injusta, que não oferece as mesmas oportunidades de vida para todos.

O processo de adoção no Brasil não é fácil, mas com o novo sistema de junção dos cadastros de adoção e o de crianças acolhidas desenvolvido pelo CNA, as adoções estão caminhando mais rápido no país. As pessoas interessadas nas crianças ou adolescentes devem apresentar uma documentação sobre suas condições de vida, para garantir que a pessoa adotada terá conforto e segurança, que irá ser bem tratada e receberá dos pais adotivos amor, carinho e atenção.

Adoção deve ser avaliada com muita cautela pelo casal

É muito importante o casal ou o indivíduo que vai adotar avaliar os motivos que envolve essa adoção, se é pela necessidade de ser pais, ou por só haver você como tutor legal sobre essa criança, e se esses motivos são bastante fortes e suficientes sobre o aspecto emocional para dar início ou concluir a adoção.

Ao adotar uma criança, um dos passos iniciais é preencher um formulário com um questionário contendo perguntas sobre a preferência dos pais, como cor, sexo, idade, se com ou sem deficiências físicas, mentais ou doenças tratáveis ou não, como por exemplo, a Aids.

Buscar informações dentro da lei

Ainda hoje são feitas adoções de forma irregular, o que envolve problemas sérios, como acusações de sequestro por parte do pai ou da mãe biológica. A adoção irregular é crime, havendo reclusão de 2-6 anos. O mais seguro e correto é fazer uso da lei, com um advogado e juiz para aprovar a adoção; isso garante que mais tarde os pais biológicos, caso exijam o direito ou queiram tomar a guarda de seu filho, não possam fazê-lo. A lei protege a guarda dos pais adotivos.

Alguns processos de adoção podem levar anos. Quanto mais exigências forem feitas sobre a criança, mais tempo poderá levar. Caso seja feita uma escolha de adotar qualquer criança, inclusive se houver alguma deficiência ou se houver outros irmãos a serem adotados juntos, a adoção pode ser concluída em até 6 meses.

Não excluir por estereótipos ou condições de saúde

Muitos bebês, crianças e adolescentes que possuem alguma doença, deformidade ou deficiência são excluídas da adoção. A maioria das pessoas decidem pelas saudáveis, impossibilitando as outras de um dia conseguirem ter uma família.

Refletir sobre o grau de comprometimento antes de adotar 

É essencial que se reflita o grau de comprometimento, o que vocês, como futuros pais, vão poder oferecer ao filho adotado; se haverá disponibilidade de tempo para cuidar dele, se haverá paciência, equilíbrio familiar, recursos financeiros suficientes para atender as necessidades desse mais novo membro da família ou se não. Caso ainda não se sinta completamente confortável com a ideia ou preparado, é melhor esperar o momento certo para estar equilibrado em todos os setores.

Descubra o seu real motivo para adotar

Reflita sobre que sentimentos tem, atribuídos a essa adoção; se há uma exigência particular de ser pais de uma menina ou um menino. Priorize pelo grande sonho, mas deixe-se aberto para receber e conhecer qualquer criança que esteja disponível.

Prepare o ambientE

Antes de concluir essa decisão é preciso organizar-se, arrumar um quarto para a nova criança, comprar roupas e utensílios infantis, adaptar o ritmo familiar, antes da chegada desse mais novo membro.

Preparar-se emocionalmente e mentalmente é bom, você tem que avaliar tudo que possa necessitar para saúde e bem-estar dessa criança ou jovem, como ritmo, tempo, alimentação, medicamentos, educação, entre outros.

O comprometimento com a adoção

Conheça o histórico da criança, por que foi abandonada, se sofreu maus tratos, possíveis traumas e problemas e consequências das agressões. Antes de qualquer decisão, lembre-se que depois de finalizada a adoção, a criança não pode ser mais devolvida, ela fará parte para sempre da sua vida e precisará do seu amor incondicional.

É preciso que você compreenda todos os seus direitos e deveres como pais. O mesmo amor que existe sobre um filho do coração, é o mesmo sentido pelo que veio do ventre.

Se você tem o desejo de adotar e quer ver a disponibilidade de crianças na sua região, encontre pelo endereço: http://www.cnj.jus.br.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *