A alimentação da mãe que amamenta influencia na produção e na qualidade do leite?

Alimentos na amamentação: o que a lactante pode e o que não pode comer?

Mesmo que os alimentos não tenham um efeito direto na qualidade e na quantidade de produção do leite materno, ter uma dieta alimentar equilibrada e saudável é o melhor a fazer.  Para manter uma boa produção de leite, as principais dicas são amamentar em livre demanda, garantir a amamentação exclusiva até os 6 meses, certificar-se que o bebê está fazendo a pega correta e tentar evitar ao máximo o uso de bicos artificiais.

Uma dieta rica em nutrientes e a ingestão constante de água são fatores essenciais para garantir a saúde da lactante. Porém, a amamentação sempre gera muitas dúvidas tanto durante a gestação quanto depois do parto.

A alimentação da mãe que amamenta influência ou não na produção de leite?

Segundo informações do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, há apenas dois produtos que podem influenciar na amamentação e merecem atenção. Os cafeinados, que devem ser consumidos com cautela, e a bebida alcoólica. Ambos entram na corrente sanguínea da mãe e passam para o bebê através do leite materno, prejudicando seu desenvolvimento. Outro fator importante, que traz restrições a mãe, é o consumo de alimentos com lactose, quando o bebê desenvolve uma intolerância. Nesse caso, é recomendável não consumi-los apenas durante a amamentação.

Outra dúvida muito frequente das mães é a relação entre os alimentos que ingerem, quando estão amamentando, e a cólica. Dificilmente uma alimentação influenciará na cólica do pequeno. Hoje sabe-se que é algo fisiológico, ou seja, está relacionada ao seu desenvolvimento normal e pode aparecer entre os 15 e 20 dias de vida do bebê, permanecendo até o 3º ou 4º mês de vida.

O leite materno já é suficiente para oferecer ao bebê ou precisa complementar com alimento?

O leite materno deve ser o alimento dado de forma exclusiva ao bebê até os 6 meses de vida. Em sua composição há água, proteínas, lipídeos, glicídios, vitaminas e minerais, todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável.

Cíntia Matieli explica os benefícios do leite materno. “Ele fornece anticorpos que protegem o recém-nascido de infecções virais e bacterianas, evita diarreia e infecções respiratórias, além de diminuir o risco do desenvolvimento da obesidade, diabetes e hipertensão no futuro. As mães não devem substituir o leite materno pelo de vaca integral, pois ele é pode aumentar a chance de cólicas e do ganho excessivo de peso”, diz.

Como deve ser a alimentação complementar do bebê?

 A alimentação complementar deve ser feita a partir dos 6 meses ou quando o pediatra liberar. Vale lembrar que cada criança tem a sua realidade de vida e os pais devem seguir as recomendações dadas pelo pediatra que já atende e acompanha o desenvolvimento do bebê.

A refeição pode ser feita com papas de frutas e sucos naturais, seguidos de alimentos salgados simples e de fácil digestão, como arroz, batata, macarrão e carnes desfiadas. Para crianças que usam fórmulas infantis, a mãe deve seguir as recomendações do pediatra sobre o tipo de fórmula adequada para a idade e a criança. Outra sugestão é dar água para eles e mantê-los sempre hidratados, pois o leite industrializado não é suficiente para manter sua hidratação. Mas lembre-se, tudo isso, somente a partir dos 6 meses ou quando o pediatra liberar.

Alimentação do bebê em cada fase de desenvolvimento

Segundo informações do Jornal de Pediatria, da Sociedade Brasileira de Pediatria, a consistência inadequada dos alimentos compromete a ingestão adequada de nutrientes pela criança. Por isso, no início da alimentação complementar, recomenda-se que os alimentos sejam preparados especialmente para ela. Eles devem ser inicialmente semissólidos e macios (sob a forma de purê), devendo ser amassados e nunca peneirados ou liquidificados. Sopas e comidas ralas/moles não fornecem calorias suficientes para suprir as necessidades energéticas das crianças pequenas e devem ser desaconselhadas.

A consistência da dieta deve ser aumentada gradativamente, respeitando-se as habilidades da criança. A partir dos 8 meses, a criança pode receber os alimentos consumidos pela família, desde que amassados, desfiados, picados ou cortados em pedaços pequenos. Aos 10 meses, a criança já deve estar recebendo alimentos granulosos, caso contrário corre um risco maior de apresentar dificuldades alimentares aos 15 meses. Aos 12 meses, a maioria das crianças pode receber o mesmo tipo de alimento consumido pela família, desde que com densidade energética e consistência adequadas.

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